28.04.09
A Arca do Gosto é um projeto que surgiu em 1996 por iniciativa do Slow Food. Uma embarcação-refúgio ideal que viaja pelo mundo socorrendo pequenas produções de excelência gastronômica ameaçadas pela agricultura industrial, pela degradação ambiental e pela homologação.
A Arca procura, cataloga e destaca sabores que estão em risco de extinção, mas que ainda estão vivos e apresentam uma concreta potencialidade. A Comissão Científica da Arca, graças à atuação dos Convivia Slow Food no mundo, avalia embutidos, queijos, cereais, hortaliças e raças locais através precisos critérios de seleção: qualidades gastronômicas especiais, ligação com o território, produção artesanal e com ênfase na sustentabilidade e risco de extinção. Atualmente a Arca do Gosto acolhe mais de 700 produtos de 50 países.
Saiba mais sobre a Arca do Gosto no Brasil.
Este texto foi publicado originalmente no Boletim Slow Food Times de Abril/2009.
17.04.09
Uma campanha internacional está sendo lançada na ocasião do Slow Fish neste final de semana, o evento da pesca sustentável que acontece em Genova entre 17 e 20 de abril, convidando todos os amantes dos peixes e frutos do mar a tomar uma atitude no Desafio Slow Fish.
O Slow Food tem sistematicamente realizado uma campanha de sensibilização sobre a situação crítica que nossos mares estão enfrentando através do evento bienal Slow Fish por alguns anos, assim como através de projetos para apoiar comunidades da pesca artesanal sustentável. Com esta campanha, “peixe sustentável” se torna foco para toda a rede Slow Food e Terra Madre e tema para eventos e atividades organizadas nas comunidades por todo o mundo.
O Desafio Slow Fish convida a todos os membros do Slow Food, comunidades do alimento, cozinheiros e chefs de cozinha, acadêmicos e jovens da Rede Terra Madre para organizar pequenas atividades dedicadas à pesca sustentável (degustações, jantares, oficinas…) e enviar a informação sobre os peixes escolhidos e as receitas usadas para prepará-lo. Todos estes exemplos serão reunidos para formar um livro on line de receitas de peixe bom, limpo e justo de todo o mundo.
Clique para ler o texto completo…
21.03.09
O Slow Food promove uma nova abordagem ao consumo alimentar, baseada no conhecimento dos produtos, das técnicas de produção, dos produtores.
Para salientar que o consumidor pode estimular alterações determinantes no setor agroalimentar, o Slow Food criou o termo co-produtor.
Esta palavra significa um consumidor que mantém um relacionamento estreito com os agricultores, os pescadores, e criadores, os produtores de vinho ou queijo de quem não apenas compra, mas a quem pede informações e conselhos para poder reconhecer diferenças qualitativas e alimentar-se de forma mais saudável, saborosa e responsável.
Graças a consumidores atentos e informados, aos co-produtores, o agricultor está mais motivado a trabalhar com técnicas tradicionais que garantem a biodiversidade dos produtos e a sua qualidade.
Saiba mais sobre este e outros assuntos no Boletim Slow Food Times de março.
14.02.09
A BioFach é a maior feira dedicada a produtos orgânicos do mundo e já se aproxima da sua 20ª edição. O evento, que acontece anualmente em Nuremberg, na Alemanha, inaugura sempre no mês de fevereiro o calendário das feiras BioFach, que acontecem também na Índia, China, Japão, Estados Unidos e Brasil. Este ano, a feira será realizada no período de 19 a 22 de fevereiro, tendo a Dinamarca como país-tema.
Por se tratar de uma feira focada em negócios, não existe a venda de produtos para visitantes e compradores. Os grandes produtores e grandes empreendimentos que trabalham com orgânicos, bem como, empreendimentos da agricultura familiar, expõem seus produtos, promovem degustações, trocam informações com fornecedores e compradores, aprendem sobre novas tecnologias e agendam visitas com futuros parceiros. No ano de 2008, a feira contou com 2.764 expositores e cerca de 46.500 visitantes, vindos de 124 países, números resultantes da movimentação de, aproximadamente 40 bilhões de dólares no mercado internacional orgânico, no ano anterior.
Clique para ler o texto completo…
1.02.09
Por: Chef Adriana Lucena
A manhã está quente e algumas nuvens indicam que pode chover… na praça central, muito movimento na arrumação das barracas feitas de flechas de sisal e palha de licuri, idéia de um artista plástico local. Sorrisos e abraços me recebem calorosamente. Chegam pessoas de todas as comunidades, as mais distantes ficam a horas! Vejo um clássico chapéu de couro de vaqueiro, dois, três……. epa! Isso é ainda mais legal: aqui preserva-se de alguma forma a cultura local! Viva!



Observo cada rosto marcado pelo sol e pela labuta: mulheres fortes que decidiram tomar as rédeas de suas vidas, produzir seu sustento, enfrentar preconceitos e hoje são vitoriosas senhoras do umbu. O reencontro entre amigos distantes me emociona! Que fantástico é o povo sertanejo: nem a seca, nem as dificuldades diárias, nem as estradas de barro, apagam o sorriso de seu rosto! Entendo que o povo sertanejo é um pouco sagrado, resistente e insistente no seu viver, no seu habitat, como os povos sagrados dos áridos e semi-áridos descritos na Bíblia: criam bodes e carneiros; alimentam-se dos frutos locais… e vivem disso com muito orgulho.
Clique para ler o texto completo…
23.01.09
Fonte: Boletim NEAD n°445

O biólogo francês Gilles Ferment é consultor de Biossegurança do Núcleo de Estudos Agrários e Desenvolvimento Rural (NEAD) do Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA) desde 2007. Possui especializações em Fisiologia Animal e Vegetal, Biologia Molecular e Genética e é Mestre em Ecologia e Gestão Ambiental pela Universidade de Paris 7 – Denis Diderot.
No livro “Biossegurança e o Princípio da Precaução: o caso da França e União Européia”, escrito em linguagem bastante acessível e objetiva, Ferment realiza um estudo comparativo entre os instrumentos para a regulação dos organismos geneticamente modificados no Brasil, na União Européia e na França.
A publicação, 22º volume da Série NEAD Estudos, será lançada no Fórum Social Mundial 2009, no dia 28 de janeiro (confira detalhes na matéria 1 desta edição). Já lançado no III Encontro da Rede de Estudos Rurais e na V Feira Nacional da Agricultura Familiar e Reforma Agrária, o livro também tem sua versão eletrônica disponível no Portal NEAD.
Confira, a seguir, entrevista com o autor.
Clique para ler o texto completo…
18.01.09
Escrito por: COOPERCUC
“… os umbuzeiros… irradiantes em círculo… árvores sagradas do sertão…semelham grandes calotas esféricas. Suas flores alvíssimas são a nota mais feliz do cenário deslumbrante. Desafiando as secas mais duradouras, amparam, alimentam, mitigam a sede do homem do sertão”.
Os Sertões - Euclides da Cunha

O aproveitamento de frutas nativas da caatinga, especialmente do umbu, representa um dos maiores potenciais da região Semi-árida do Brasil devido a uma grande produção anual. O umbu é o símbolo da convivência e da abundância, pois independente das condições do tempo, o umbuzeiro produz.
Por se tratar de um produto alimentício da biodiversidade brasileira, atrativo e de alto valor nutritivo, os produtos do umbu têm um público alvo bastante diversificado. Atualmente, em várias regiões do Semi-árido, agricultores e agricultoras estão beneficiando e comercializando o umbu, cujos produtos já se encontram em vários estabelecimentos comerciais (supermercados, lanchonetes, hotéis, lojas de conveniência, delicatessen), e sendo utilizado na merenda escolar de vários municípios. Clique para ler o texto completo…
12.01.09
Escrito por: Josenaide Alves
Um sinal de esperança para os produtores da Caatinga
O Licuri é o fruto de uma palmeira nativa do Nordeste do Brasil, pode ser encontrado em alguns estados, principalmente na Bahia, região de caatinga - municípios de Capim Grosso, Serrolândia, Quixabeira, São José do Jacuípe, Várzea da Roça, Jacobina, Várzea do Poço, Senhor do Bonfim, Campo Formoso e Calderão Grande.

Com a palmeira do licuri tudo é aproveitado: cascas, frutos, amendôas, flores, folhas, palha, raiz, tronco e concas.
Clique para ler o texto completo…
15.12.08
Nós só temos que nos certificar que ninguém passe por cima do seu trabalho para transformar alimentos de qualidade em alimentos de luxo. Qualidade é um direito de todos. Assim que escutarem pessoas dizendo que vocês devem produzir orgânicos, para produzir qualidade e conquistar o mercado de pessoas ricas, mandem-nas embora. Temos que produzir orgânicos para fornecer qualidade para todos, para as pessoas mais pobres também.
Turim, 23 de Outubro de 2008 
Assista ao discurso em italiano no youtube (parte 1, parte 2, parte 3, parte 4 e parte 5)
É um grande prazer vê-los todos aqui novamente, nesta nossa reunião extraordinária. E pensar que quatro anos se passaram desde que demos vida a esta maravilhosa iniciativa. Este terceiro encontro marca o crescimento da rede Terra Madre, apesar de que seria mais apropriado falar sobre Redes Terra Madre, vendo que agricultores, pescadores e pastores nômades se unem pela segunda vez com cozinheiros e acadêmicos de todo o mundo.
E este ano temos também os produtores de fibras naturais e músicos – todos campesinos e pequenos agricultores. Eles estão trazendo com eles a música do Terra Madre para provar que a a agricultura não é apenas um outro setor de negócios como a indústria de minérios de ferro por exemplo, mas algo muito mais complexo. Na realidade, a agricultura é fruto de uma visão holística, unindo a sacralidade do alimento, respeito pelo meio ambiente, socialidade, convivialidade e manifestações culturais.
Clique para ler o texto completo…
14.12.08
12/12/2008 - Sloweb
Um estudo destinado a relançar a polêmica sobre a contaminação com organismos geneticamente modificados (OGM). Pesquisadores americanos, mexicanos e holandeses da Universidade Nacional Autônoma do México (UNAM) demonstraram a presença dos genes provenientes de OGM nos cultivos de milho crioulo (nativo) no estado de Oaxaca, no sul do país centro-americano. Ressaltamos que no México está vigente uma moratória sobre os OGM.
Os resultados do estudo revivem uma polêmica levantada há sete anos, quando em 2001 um artigo controverso foi publicado na revista Nature, relatando um estudo da Universidade de Berkeley (Califórnia) que revelava contaminações do milho Roundup Ready e Bt, de propriedade da Monsanto, nos cultivos tradicionais. Na época as pressões da agroindústria foram muito fortes, tanto que a Nature teve que desmentir o artigo afirmando que se tratava de uma análise pouco detalhada.
Clique para ler o texto completo…
<< Textos Anteriores . . .