Textos publicados em 'Ecogastronomia'
5.02.08
O documentário “Seu Bené vai para a Itália” (Teresa Corção e Manoel Carvalho) e o longa-metragem Estômago (Marcos Jorge) foram selecionados para a segunda edição especial do programa Culinary Cinema – Expanding Our Horizons (Cinema Culinário - Expandindo nossos Horizontes), no Festival de Berlim (Alemanha). Conhecido como Berlinale, este é um dos festivais mais importantes da Europa e do mundo.
O evento acontece entre os dias 07 e 17 de fevereiro e o programa especial de gastronomia será realizado entre os dias 11 e 14 com exibição de filmes, palestras, degustação e atividades para crianças.
Dentre estes eventos, o presidente internacional do Slow Food – Carlo Petrini – irá participar de um diálogo aberto ao público, ao lado do famoso Chef de Cozinha catalão Ferran Adria, sobre “O Futuro dos Alimentos”. Petrini também irá apresentar Gut, Sauber und Fair, a versão alemã do seu livro “Bom, Limpo e Justo” e apresentar o documentário “Um dia na Eataly”, junto com o renomado diretor cinematográfico Michael Ballhaus – que produziu o filme com estudantes da Universidade de Ciências Gastronômicas na Itália.
Seu Bené vai para a Itália descreve a vida de Benedito Batista da Silva – um agricultor de 60 anos de idade, brasileiro e produtor de farinha de mandioca d´água de Bragança (Pará), e suas experiências durante o Terra Madre 2006. Seu Bené faz parte da rede Terra Madre e também é o protagonista do documentário O Professor da Farinha, documentário realizado por Teresa Corção e Manuel de Carvalho em 2005, que foi apresentado no Slow Food on Film em 2006 e no Festival de Cinema e Vídeo Rural de Piratuba, em 2007.
Mais Informações:
www.berlinale.de
www.slowfoodonfilm.it
Ecogastronomia no Cinema
21.11.07
texto de Marcelo Terça-Nada
Imagine um encontro reunindo 26 chefs de 12 estados brasileiros. É de dar água na boca, não é!? Mas os ingredientes desse encontro não param por aí. Representantes de 77 comunidades rurais, quilombolas e povos indígenas estavam lá com seus produtos de excelência culinária e todo o conhecimento tradicional envolvido no cultivo e preparo de suas delícias.
A festa está completa? Não, ainda tem mais: coloque neste caldeirão pesquisadores, acadêmicos e apaixonados por gastronomia.
Está formado o ambiente em que aconteceu o I Terra Madre Brasil – encontro nacional de ecogastronomia, que foi realizado em Brasília no início de outubro de 2007.
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14.11.07
Na primeira tarde do Terra Madre Brasil mostramos nossos produtos produzidos a partir do caju, tais como: amêndoa in natura, frita, doces em calda e a cajuína (refrigerante de caju natural encontrado em várias regiões do nordeste com produção artesanal) produto que fez maior sucesso.
A experiência foi ótima. o intercâmbio com outros produtores de diferentes estados foi rica e proveitosa.
Processo de fabricação da cajuína
A cajuína é feita a partir da extração do suco do caju. O processo é simples e fácil. Os cajus são obtidos ainda no cajueiro e em seguida são higienizados e triturados para a obtenção do suco. Após a extração é feita a clarificação do suco, que pode ser a base de gelatina ou com a própria resina do cajueiro (material liquido obtido através do ferimento da arvore) após é filtrada e engarrafada e em seguida levada à cozimento por 12 horas. E está pronta a cajuína de caju natural.
*texto coletivo produzido durante a oficina Comunicação pela Internet, durante o Terra Madre Brasil
12.11.07
Os Convivia Slow Food promovem degustações de alimentos tradicionais de cada região. O Convivum de Piracicaba em particular, já realizou encontros para degustações de pamonha, cuscuz e cachaça.
Intitulado de Semeando Gosto e Saúde, um projeto desenvolvido pelo Convivum Recife, levará agricultores orgânicos à locais distintos da cidade para mostrarem suas técnicas e conhecimentos. Inicialmente duas instituições de ensino participarão, uma Ong e uma Faculdade.
*texto coletivo produzido durante a oficina Comunicação pela Internet, durante o Terra Madre Brasil
30.10.07
Claiton Freitas conta o Terra Madre em verso:

Deixamos nossa Bragança
às onze horas da manhã
trouxemos a esperança
despertada num divã
são três horas de viagem
só pensando no amanhã
Pegamos o avião
de Belém para Brasília
fiquei bastante chocado
com que de cima se via
matas sendo destruídas
pelo fogo que ardia
Será que o homem não vê
o mal que esse fogo faz
destrói a flora e a vida
de diversos animais
tomara que acorde logo
pra não ser tarde demais
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