Comunidades
11/03/2010
Entre os dias 19 a 21 de março, o movimento Slow Food promove a Feira da Identidade Alimentar, no Complexo Cultural da Funarte, em Brasília. A programação faz parte da segunda edição do Terra Madre Brasil – encontro nacional de ecogastronomia, que irá reunir cerca de 550 participantes para discutir temas como biodiversidade alimentar e preservação de tradições culinárias. Com entrada franca, o evento será realizado das 18h às 22h.
A feira estará dividida em nove tendas, onde serão expostas atividades culturais das cinco regiões do Brasil e de algumas etnias. Comunidades de produtores, pescadores e agricultores, ligados à rede Terra Madre Brasil, apresentam seu ofício, por meio da cultura alimentar, da música e do artesanato. Clique para ler o texto completo »
5/08/2009
De 13 a 16 de agosto Buenos Aires será cenário da primeira edição do Terra Madre Argentina. O encontro, organizado em colaboração com o evento Caminos y Sabores do Grupo Clarín, será o espaço de encontro para mais de 200 delegados de todas as categorias da rede nacional do Terra Madre: agricultores, pescadores, produtores de alimentos bons, limpos e justos, cozinheiros, estudantes, professores universitários e, naturalmente, co-produtores. Clique para ler o texto completo »
1/02/2009
Por: Chef Adriana Lucena
A manhã está quente e algumas nuvens indicam que pode chover… na praça central, muito movimento na arrumação das barracas feitas de flechas de sisal e palha de licuri, idéia de um artista plástico local. Sorrisos e abraços me recebem calorosamente. Chegam pessoas de todas as comunidades, as mais distantes ficam a horas! Vejo um clássico chapéu de couro de vaqueiro, dois, três……. epa! Isso é ainda mais legal: aqui preserva-se de alguma forma a cultura local! Viva!



Observo cada rosto marcado pelo sol e pela labuta: mulheres fortes que decidiram tomar as rédeas de suas vidas, produzir seu sustento, enfrentar preconceitos e hoje são vitoriosas senhoras do umbu. O reencontro entre amigos distantes me emociona! Que fantástico é o povo sertanejo: nem a seca, nem as dificuldades diárias, nem as estradas de barro, apagam o sorriso de seu rosto! Entendo que o povo sertanejo é um pouco sagrado, resistente e insistente no seu viver, no seu habitat, como os povos sagrados dos áridos e semi-áridos descritos na Bíblia: criam bodes e carneiros; alimentam-se dos frutos locais… e vivem disso com muito orgulho.
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18/01/2009
Escrito por: COOPERCUC
“… os umbuzeiros… irradiantes em círculo… árvores sagradas do sertão…semelham grandes calotas esféricas. Suas flores alvíssimas são a nota mais feliz do cenário deslumbrante. Desafiando as secas mais duradouras, amparam, alimentam, mitigam a sede do homem do sertão”.
Os Sertões – Euclides da Cunha

O aproveitamento de frutas nativas da caatinga, especialmente do umbu, representa um dos maiores potenciais da região Semi-árida do Brasil devido a uma grande produção anual. O umbu é o símbolo da convivência e da abundância, pois independente das condições do tempo, o umbuzeiro produz.
Por se tratar de um produto alimentício da biodiversidade brasileira, atrativo e de alto valor nutritivo, os produtos do umbu têm um público alvo bastante diversificado. Atualmente, em várias regiões do Semi-árido, agricultores e agricultoras estão beneficiando e comercializando o umbu, cujos produtos já se encontram em vários estabelecimentos comerciais (supermercados, lanchonetes, hotéis, lojas de conveniência, delicatessen), e sendo utilizado na merenda escolar de vários municípios. Clique para ler o texto completo »
12/01/2009
Escrito por: Josenaide Alves
Um sinal de esperança para os produtores da Caatinga
O Licuri é o fruto de uma palmeira nativa do Nordeste do Brasil, pode ser encontrado em alguns estados, principalmente na Bahia, região de caatinga – municípios de Capim Grosso, Serrolândia, Quixabeira, São José do Jacuípe, Várzea da Roça, Jacobina, Várzea do Poço, Senhor do Bonfim, Campo Formoso e Calderão Grande.

Com a palmeira do licuri tudo é aproveitado: cascas, frutos, amendôas, flores, folhas, palha, raiz, tronco e concas.
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9/12/2008
A equipe do CEPAGRO e a rede Terra Madre agradecem o apoio e a solidariedade de todos que contribuíram com doações até este momento e, descrevem as ações que estão sendo desenvolvidas para recuperar os danos causados pelas enchentes. Lembrando ainda que, qualquer tipo de ajuda será bem vinda.
Este relatório é referente à reunião realizada no dia 04/12/2008. A mesma foi articulada na última visita que a equipe do CEPAGRO fez à comunidade, dia 28/11/2008, para levar donativos, verificar “in loco” a realidade acompanhada pelos meios de comunicação e, também o contato por telefone com alguns integrantes dos Grupos de Hortas Comunitárias e individuais do Projeto de Agricultura Urbana que o Centro executa.
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4/12/2008
Este é um levantamento sobre os estragos causados às famílias agricultoras e moradores de periferias de algumas cidades, atingidas pelas fortes chuvas ocorridas no Litoral Catarinense e Alto Vale do Itajaí em Santa Catarina, onde ocorreu aproximadamente 90 dias de chuvas constantes, chegando na última semana ao estado de calamidade pública.
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14/10/2008
Escrito por: Chef Adriana Lucena
“Há nos doces, Horatius, coisas que não deduz a tua vã filosofia.” Esta frase de Câmara Cascudo resume o que significa o doce para todos os povos, pois que “o doce visitava, fazia amizades, carpia, festejava. Não podia haver outra delegação mais legítima na plenitude simbólica da doçura”.
Nossa herança doceira veio com os portugueses, que por sua vez herdaram dos árabes os doces feitos de mel. Com a abundância do açúcar por estas terras brasileiras, o doce popularizou-se e passou a integrar a ementa nacional, baseada nos frutos nativos e/ou nativizados.
Veja a lista de comunidades brasileiras que trabalham principalmente com doces e que irão participar do Terra Madre 2008:
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7/10/2008
Escrito por: Osias Silva
Na corrida para se chegar ao mercado e conquistar um novo espaço, as mulheres da castanha do Maracá percorreram um caminho de muita luta e sacrifícios. Uma iniciativa que hoje é encabeçada pela AMAAM, Associação de Mulheres Agroextrativista do Assentamento Maracá na transformação da castanha in-natura em subprodutos, gerando renda e inclusão social
Antes, quando elas juntavam os ouriços (fruto da Castanheira), quebravam, carregavam o paneiro de castanha nas costas, depois entregavam para o atravessador, não viam dinheiro. Isso porque o que recebiam em troca geralmente era para cobrir despesas feitas durante a entre safra e às vezes não dava nem para pagar com a produção de castanha, precisavam fazer farinha de mandioca para auxiliar no pagamento. Um serviço pesado, difícil até mesmo para os homens, transformou essas guerreiras em mulheres sonhadoras. Sonhavam em um dia mudar a rotina da mulher castanheira em produtoras das chamadas “Doçuras Maracá”.
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