Terra Madre Brasil - Rede nacional de ecogastronomia

Textos publicados em 'Comunidades'

22.06.08

Comunidade da Castanha no Arraiá do Meio do Mundo

por Editor

Escrito por: Osias Silva

A Comunidade da Castanha do Maracá conseguiu um espaço para exposições de seus produtos no Arraiá do Meio do Mundo, de 22 a 29 de junho de 2008. O Arraiá acontecerá na rodovia JK, no Parque de Exposições da Fazendinha. O objetivo da participação é arrecadar recursos para o custeio de passaportes para os três representantes da Vila Maracá que irão participar do Encontro Terra Madre 2008, que acontecerá em Turim, Itália, no período de 23 a 27 de outubro de 2008.

Tema da Exposição é: Comunidade da Castanha no Terra Madre 2008.

Lema da Exposição: Compre um produto e ajude a Comunidade da Castanha a participar de um encontro na Itália nos dias 23 a 27 de outubro de 2008.

Um Pouco da Filosofia da Rede Terra Madre:
É uma rede de eco-gastronomia que reúne produtores, acadêmicos, chefes de cozinha, estudantes e jovens de todo o mundo para um intercâmbio das mais variadas experiências com a agricultura familiar, resgate das tradições culinárias de pequenos produtores rurais, valorização de culturas que correm o risco de se perderem e defesa pelo alimento bom, limpo e justo.

Participantes do Amapá no Terra Madre 2008:

  • Osias Silva: Coordenador da rede Terra Madre no Amapá, Integrante do movimento jovem Youth Food Movement, estagiário em projetos desenvolvidos pela Universidade de Brasília no Assentamento Maracá e técnico em agroextrativismo pela Escola Família do Carvão.
  • Maria Helena Costa de Souza: moradora da Vila Maracá, Produtora, e conhecida pelos seus famosos biscoitos de castanha. Participou do Terra Madre Brasil em 2007, em Brasília
  • Otilia Aragão de Souza: moradora da Comunidade da Vila Maracá, produtora de biscoito de castanha, ganhou dois prêmios no concurso de iguarias no Festival da Castanha do Amapá (2008) e participará pela primeira do encontro Terra Madre.

Contatos:
Telefone (96) 9117 1874, e-mail: godo250@yahoo.com.br

26.05.08

Terra Madre

por Editor

Escrito por Osias Silva

Uma semente que foi semeada no mundo, chegou ao Brasil e se espalhou por todos os Estados. No Amapá foi plantada no ano passado e hoje começa a aparecer às primeiras folhas. São folhas que nascem timidamente, mas ao sentir a sensação da luz flora com força, vigor e vontade de crescer.

As pessoas que buscam entender o papel da Rede Terra Madre para a agricultura familiar, para a inclusão de pequenos produtores em um cenário de discussão maior e que levarem em consideração a importância desse movimento para os frutos de conhecimento que ele oferece, se juntarão para somar e ser parceiros. A esperança que renasce com o trabalho em conjunto, cria um leque de idéias e oportunidade de expor conhecimentos que muita das vezes ficou esquecido no tempo. São valores escondidos em poder dos anciões e que deve ser explorado pelos mais jovens. Um tipo de qualidade de vida que deve ser seguido em um momento em que se vive o caos da má alimentação.

Muitas são as ferramentas usadas para a exploração desse conhecimento. É nos encontros que se expõem através de um intercambio de produtores, estudantes, chefes de cozinha e professores idéias para a apropriação e o beneficiamento da diversidade produtiva e cultural do Estado, do País e do Mundo. Esse ano com a participação dos jovens nas discussões, pretende-se reforçar mais ainda os alicerces da rede e criar vínculos de aproximação com os produtores através de estágios.

A luz aparece, surgem idéias novas, os produtores se estimulam na aplicação de novos métodos, começam a fazerem novos experimentos, recriam um novo modo de pensar e dão mais importância para o que antes era visto como um simples alimento. Essa busca, essa troca de conhecimento estimula o produtor a crescer e valorizar o que consome.
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Osias é o coordenador da Comunidade da Castanha do Maracá (AP) e inicia agora sua participação no Youth Food Movement (Movimento dos Jovens pelo Alimento).

21.05.08

Usina de Natmel abre panorama de mercado para o mel das abelhas nativas

por Editor

Escrito por Murillo Drumond

Uma revolução silenciosa acontece numa pequena região semi-árida do nordeste do Maranhão. Após anos de experiência no desenvolvimento de uma tecnologia apropriada para o uso sustentável das abelhas nativas, a Associação Maranhense Para a Conservação da Natureza- AMAVIDA e o Fórum de Articulação dos Trabalhadores e Trabalhadoras Rurais Integradas ao Projeto Abelhas Nativas –FATTRIP resolveram encarar o desafio e fundaram a primeira unidade processadora de produtos da sociobiodiversidade das abelhas nativas que se tem notícia.

Ao contrário da tradicional Casa do Mel, a Usina de Natmel, incorpora as experiências acumuladas em anos de atividades produtivas com o mel das abelhas nativas (natmel), onde o mesmo é submetido a um processo de maturação peculiar, que dá ao produto um paladar único, com identidade geográfica marcante. Além do natmel, outras surpresas inovadoras emergem da Usina, como o natpólen, utilizado no tempero de saladas, ou o vinho de caju, com identidade própria na mão de cada fabricante.

A “Usina” é o primeiro passo de libertação dos meliponicultores comunitários do Projeto Abelhas Nativas, que entram no mercado, como donos do próprio negócio. É o teste final para que num futuro próximo seja construída uma promissora cooperativa.

19.05.08

Festival da Castanha - Confira a Programação

por Editor

O Festival da Castanha criado há quatro anos e faz parte da comemoração dos bons frutos coletados no período da safra. É o momento em que extrativistas, pequenos agricultores, ribeirinhos, compradores de castanha, instituições não governamentais e governamentais se reunem para juntos fazerem a maior festa do Assentamento. Sem perder as tradições como: corrida de canoa, quebra de ouriço (fruto da castanheira), concurso de piadas, comidas típicas feitas à base de castanha e culto em honra a São Tomé.

 

O IV Festival da Castanha, que se realizará nos dias 06, 07 e 08 de junho de 2008, na comunidade de Vila Maracá, Município de Mazagão – AP. Confira a Programação. (Clique para ler o texto completo…)

14.05.08

Os Encantos de Maracá

por Editor

Escrito por Osias Silva

Maracá mantém vivo a cultura, as tradições e as belezas naturais. Caracteriza-se pelas festas e fé de um povo que tem São Tomé e Nossa Senhora da Conceição como santos protetores. Um rio aonde o seu leito conduz a produção da castanha, do açaí, sustenta muitas famílias com seus peixes e exibe o encanto da suas cachoeiras e quedas d’água para quem vive lá ou visita-o. Uma fauna e flora exuberante de onde os extrativistas extraem de maneira sustentável parte do que consomem. É do castanhal, do açaizal, do rio, da agricultura familiar, das festas e da fé, que sobrevivem muitas famílias no Assentamento Agro-extrativista do Maracá.

Castanha do Brasil Doçuras do Maracá O Festival da Castanha criado há poucos anos, faz parte da comemoração dos bons frutos coletados no período da safra. É o momento em que se reunem extrativistas, pequenos agricultores, ribeirinhos, compradores de castanha, instituições não governamentais e governamentais para juntos fazerem a maior festa do Assentamento. Sem perder as tradições como: corrida de canoa, quebra de ouriço (fruto da castanheira), concurso de piadas e comidas típicas feitas à base de castanha.

Um povo que ao longo dos anos trazem a fé como instrumento indispensável para sua sobrevivência. São Tomé na Vila Maracá e Nossa Senhora da Conceição no Igarapé do Lago, juntos mobilizam a maioria da população para o maior gesto de adoração e solidariedade daquela região. Promessas, devoções, procissões e visitas nas comunidades do assentamento fazem parte da rotina no período das festas religiosas.

O mesmo rio que serve como caminho no meio da floresta, também possui seus encantos naturais. São mais de 32 cachoeiras e quedas d’águas ao longo do curso natural. Esconde embaixo de suas águas um berçário gigantesco de biodiversidade. Entre eles os mais cobiçados para a pesca esportiva como: o tucunaré, a pirapitinga, o jaú e o pintado. Suas pedras polidas revelam o gigantismo daquelas águas.

Sua floresta é considerada uma das mais preservada do Estado. É só andar pela região para perceber as maravilhas que se esconde ao longo do Rio Maracá. Essa permanência em parte é mantida graças à população que defendem a floresta como sendo o bem mais precioso. Porém pagam um preço muito alto, a falta de assistência técnica, médica, educacional e cultural. Tornando-os isolados com seus tesouros naturais.

O IV Festival da Castanha será realizado entre os dias 06 e 08 de Junho, na comunidade de Vila Maracá, Município de Mazagão, Estado do Amapá.

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Osias Silva é membro da Comunidade da Castanha do Maracá (AP)

28.04.08

Relato da 1ª Festa do Licuri

por Editor

Escrito por Josenaide Souza Alves

Licuri no pé (Foto: Roberta Sá)A 1ª Festa do Licuri foi um sucesso total na Região de Capim Grosso e Quixabeira/Bahia, localizada a 220 km de Feira de Santa. Logo cedo, vários carros chegando e muita animação dos agricultores, amigos e sócios da Cooperativa Coopes.

Festa foi realizada no dia 30 de março de 2008, na comunidade Ramal, no meio da roça e do licurizal.. Foi grande a animação das mulheres com suas cantigas da quebra do licuri, os homens cantando boiadas, teatro sobre a preservação do meio ambiente, oficinas, forrozinho e muita comida gostosa.Torrando licuri (Foto: Roberta Sá)

A Festa começou as 09:30h com a missa celebrada pelo padre Xavier Nichele (Jesuíta), em seguida houve a palestra do reitor da UESB de Vitória da Conquista - Dr. Abel São José Rebouças, sobre Fruticultura e o Licuri. Logo após, muita cantoria, comidas típicas com leite de licuri, almoço, lanches, sorvetes, beijus, cocadas, doces, umbuzada com leite de licuri, petiscos, rosários, licuri torrado, etc. Foram armadas seis tendas culturais onde foram realizadas Oficinas sobre hidratação de cabelo com óleo de licuri, Paçoca de licuri pisada no pilão e licuri torrado em forno de lenha.

(Clique para ler o texto completo…)

28.02.08

Morre aos 52 anos Vanderlei de Castro, um defensor do Cerrado

por Editor

Brasília (27.2.08) - O Brasil perdeu na madrugada desta quarta-feira (27) um os principais defensores do uso sustentável da biodiversidade do Cerrado. Vanderlei de Castro, 52 anos, faleceu no município de Diorama, na região do Médio Araguaia (GO). Foi lá que o socioambientalista – considerado um “teórico da terra” – criou em 1996 a organização não-governamental Centro de Tecnologia Agroecológica de Pequenos Agricultores (Agrotec).

Destinado à produção de medicamentos fitoterápicos com princípios ativos das espécies nativas do Cerrado, o Centro tornou-se referência no Brasil por materializar uma experiência-piloto que envolve conhecimento tradicional, tecnologia, uso sustentável da agrobiodiversidade e geração de emprego e renda para agricultores familiares. A Agrotec identifica e reproduz plantas nativas com princípios ativos para 20 produtos fitoterápicos. A Organização conta com 21 associados diretos e centenas de beneficiados indiretos, a maioria deles agricultores familiares e gente simples do Cerrado.

A partir da iniciativa conduzida por Castro foi possível chegar a um protocolo de intenções entre os ministérios do Meio Ambiente, Agricultura, Desenvolvimento Agrário, Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e FIOCRUZ. O principal objetivo do protocolo é criar um modelo para a adoção dos fitoterápicos brasileiros no Sistema Único de Saúde (SUS).

A experiência começou a ser implantada este ano nos postos de saúde de cinco municípios de Goiás: Diorama, Aragarças, Montes Claros, Piranha e Jussara. Nesses locais, a população teria acesso gratuito a medicamentos feitos com plantas da região a partir de receituário médico. O projeto serviu como inspiração para o Programa Nacional de Plantas Medicinais e Fitoterápicos.

(Clique para ler o texto completo…)

6.02.08

Boas Novas do Projeto Reca

por Editor

O Projeto de Reflorestamento Econômico Consorciado e Adensado (mais conhecido como Projeto Reca) é realizado por assentados em Nova Califórnia (RO). A comunidade faz parte da Rede Terra Madre e participou do Terra Madre 2006 e Terra Madre Brasil.

Hamilton Condack de Oliveira, um dos coordenadores do projeto e participante ativo da nossa rede, nos envia excelentes notícias:

O RECA recebeu o Prêmio Fundação Ford Motor Company de Conservação Ambiental, ficando em primeiro lugar no Brasil dentro da categoria Negócios em Conservação.

E mais, o RECA ficou em quarto lugar dentro do concurso Experiências em Inovação Social na América Latina e Caribe, da Fundação W.K. Kellogg. Cerca de mil organizações de todos os países latino-americanos e do Caribe participaram do Concurso.

O Projeto tem também uma parceria com a Natura e é possível assistir um filme e uma reportagem no blog Movimento Natura.

9.12.07

Festa do Marmelo

por Editor

por José Antonino de Araújo

A Prefeitura de Cidade Ocidental-GO, inseriu no calendário de festa do município a festa de incentivo a cultura do marmelo (marmelada de Santa Luzia) que está na Arca do Gosto. Esta festa ja estava sendo realizada pela comunidade quilombola do Povoado Mesquita.

Estamos planejando para os dias 12 e13 de janeiro, coincidindo com a colheita do marmelo. No dia 12 esta planejado uma cavalgada pela manhã do centro da cidade até o Povoado dos quilombolas. A noite um baile com violeiros, catira local e outras apresentações locais.

No dia 13, às 08:00 hs acontece a corrida do marmelo, às 10:00hs a santa missa, 12:00hs almoço e leilões de prendas. No almoço será confeccionado o doce de marmelo ao vivo e degustado pelos participantes. No local os produtores vão poder expor seus produtos. A corrida, a cavalgada, o baile e o almoço são em prol da construção do Santuario de Nossa Sra. da Abadia, padroeira da comunidade quilombola.

Sintam-se convidados!

25.11.07

O Licuri fazendo sucesso

por Editor

Estou na Exporminas em Belo Horizonte, e mais uma vez trouxe o licuri para o stand Budega onde tem produtos do bioma Caatinga. Foi um verdadeiro sucesso, todos estão gostando do licuri torrado e salgadinho e da cocada de licuri. Fizemos umas embalagens aproveitando a própria conca do liguri e ficou muito bonito.

Fiquei surpresa com a receptividade dos visitantes e consumidores. Como sempre, no segundo dia acabou tudo e ainda têm três dias de feira. Isso me anima, pois as quebradeiras de licuri ficarão contentes. Elas estão vendendo aos atravessadores por 0,95kg e a Cooperativa está conseguindo pagar 5,00/kg já beneficiado e torrado.

Acho que isso pode dar certo, pois o licuri é um alimento sadio, da mata nativa e corre risco de extinção, se a gente não preservar daqui a pouco não existirá mais licuri, nem ararinha azul e nem periquito e mais pobreza na região de Capim Grosso e Quixabeira. Muitos queimam o licuzeiro sem dor nem piedade.

Pretendemos fazer uma festa do licuri em março/2008, para sensibilizar mais a população, através de oficinas, seminários, resgate da cultura, etc. Se alguém tiver outras idéias maravilhosas, entre em contato, por favor.

Josenaide Souza Alves
Coopes - Capim Grosso/Bahia.

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