Textos publicados em 'Produtos'
28.04.08
Escrito por Josenaide Souza Alves
A 1ª Festa do Licuri foi um sucesso total na Região de Capim Grosso e Quixabeira/Bahia, localizada a 220 km de Feira de Santa. Logo cedo, vários carros chegando e muita animação dos agricultores, amigos e sócios da Cooperativa Coopes.
Festa foi realizada no dia 30 de março de 2008, na comunidade Ramal, no meio da roça e do licurizal.. Foi grande a animação das mulheres com suas cantigas da quebra do licuri, os homens cantando boiadas, teatro sobre a preservação do meio ambiente, oficinas, forrozinho e muita comida gostosa.
A Festa começou as 09:30h com a missa celebrada pelo padre Xavier Nichele (Jesuíta), em seguida houve a palestra do reitor da UESB de Vitória da Conquista - Dr. Abel São José Rebouças, sobre Fruticultura e o Licuri. Logo após, muita cantoria, comidas típicas com leite de licuri, almoço, lanches, sorvetes, beijus, cocadas, doces, umbuzada com leite de licuri, petiscos, rosários, licuri torrado, etc. Foram armadas seis tendas culturais onde foram realizadas Oficinas sobre hidratação de cabelo com óleo de licuri, Paçoca de licuri pisada no pilão e licuri torrado em forno de lenha.
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25.11.07
Estou na Exporminas em Belo Horizonte, e mais uma vez trouxe o licuri para o stand Budega onde tem produtos do bioma Caatinga. Foi um verdadeiro sucesso, todos estão gostando do licuri torrado e salgadinho e da cocada de licuri. Fizemos umas embalagens aproveitando a própria conca do liguri e ficou muito bonito.
Fiquei surpresa com a receptividade dos visitantes e consumidores. Como sempre, no segundo dia acabou tudo e ainda têm três dias de feira. Isso me anima, pois as quebradeiras de licuri ficarão contentes. Elas estão vendendo aos atravessadores por 0,95kg e a Cooperativa está conseguindo pagar 5,00/kg já beneficiado e torrado.
Acho que isso pode dar certo, pois o licuri é um alimento sadio, da mata nativa e corre risco de extinção, se a gente não preservar daqui a pouco não existirá mais licuri, nem ararinha azul e nem periquito e mais pobreza na região de Capim Grosso e Quixabeira. Muitos queimam o licuzeiro sem dor nem piedade.
Pretendemos fazer uma festa do licuri em março/2008, para sensibilizar mais a população, através de oficinas, seminários, resgate da cultura, etc. Se alguém tiver outras idéias maravilhosas, entre em contato, por favor.
Josenaide Souza Alves
Coopes - Capim Grosso/Bahia.
14.11.07
Na primeira tarde do Terra Madre Brasil mostramos nossos produtos produzidos a partir do caju, tais como: amêndoa in natura, frita, doces em calda e a cajuína (refrigerante de caju natural encontrado em várias regiões do nordeste com produção artesanal) produto que fez maior sucesso.
A experiência foi ótima. o intercâmbio com outros produtores de diferentes estados foi rica e proveitosa.
Processo de fabricação da cajuína
A cajuína é feita a partir da extração do suco do caju. O processo é simples e fácil. Os cajus são obtidos ainda no cajueiro e em seguida são higienizados e triturados para a obtenção do suco. Após a extração é feita a clarificação do suco, que pode ser a base de gelatina ou com a própria resina do cajueiro (material liquido obtido através do ferimento da arvore) após é filtrada e engarrafada e em seguida levada à cozimento por 12 horas. E está pronta a cajuína de caju natural.
*texto coletivo produzido durante a oficina Comunicação pela Internet, durante o Terra Madre Brasil
7.11.07
Na Comunidade de Vila Maracá no Município de Mazagão Estado do Amapá, produtores extrativistas desenvolveram o biscoito de Castanha-do-brasil que utilizam na preparação a goma de mandioca, tornando o biscoito natural muito especial.
A produção da Castanha do Brasil no Amapá
A produção da Castanha do Brasil no Amapá é realizada, dentre outras comunidades, pela Associação dos trabalhadores agroextrativistas do Assentamento Maracá – ATEXMA. A Associação conta com aproximadamente 1000 famílias associadas, porém apenas 30 se dedicam à coleta da Castanha. A produção anual de castanha realizada por estas 30 famílias chega a 10 toneladas e tudo é comercializado para atravessadores por R$ 0,85 o quilo. A associação trabalha para que a castanha seja processada na comunidade e seja comercializada na forma de doces, biscoitos, paçoca e outros produtos, com o objetivo de agregar valor e não depender da relação injusta estabelecida com estes atravessadores.
*texto produzido durante a oficina Comunicação pela Internet, durante o Terra Madre Brasil