Terra Madre Brasil - Rede Nacional de Comunidades do Alimento

2/10/2008

Comunidades das Frutas e Vegetais – Terra Madre 2008

Jaca, condessa e oiti,
Ingá, pitomba e caju,
Lima, cabaça e embu,
Palmeira, coité, piqui
Pinhas bravas, murici
Guaribeira e guabiraba
Figas de baba e goiaba
Graviola e jatobá
Uva, Pêra e araçá
Ubaia, ameixa, quixaba

Inhame, cobé, cará
Jenipapo, araticum
coco-catolé e jirimum
Maxixe, manga e cruá
Tomate e manipuçá
Maripunga e algodão
Carrapateira e pinhão
Jurubeba e maniçoba
Tamburil roma-carobá
Erva-moura e guardião

Mucunã e cajarama
Urucu, jaramataia
A melancia da praia
Cajuí pinha, banana
Amêndoa, cana caiana
Cabacinha e crauatá
Canapum, maracujá
Xique-xique, feijão brabo
Mandacaru e quiabo
Veludo, murta e joá.

Laranja, manguito, limão
Mangaba e buriti
Lírio e jatobaí
Cana criola e mamão
Coco-da-praia e melão
Melancia e ananá
Fruta de caju e cajá
Sabonete e carnaúba
Ingá, fava e macaúba
Coco, muari, trapiá.

Frutas do Nosso Sertão. CARVALHO, Rodrigues de. Cancioneiro do norte. 3ª ed. Rio de Janeiro, Instituto Nacional do Livro, 1967.

Veja a lista de comunidades do alimento brasileiras que trabalham principalmente com frutas e vegetais e irão participar do Terra Madre 2008:

  • FORTALEZA DO GUARANÁ NATIVO SATERÉ MAWÉ

Leia sobre a Fortaleza do Guaraná

  • FORTALEZA DO UMBU

Leia sobre a Fortaleza do Umbu

  • FORTALEZA DO PINHÃO DA SERRA CATARINENSE

Leia sobre a Fortaleza do Pinhão

  • FORTALEZA DO PALMITO JUÇARA

Leia sobre a Fortaleza do Palmito Juçara

  • PROJETO DE REFLORESTAMENTO ECONÔMICO CONSORCIADO E ADENSADO – RECA

A Associação dos Pequenos Agrossilvicultores do Projeto RECA envolve diretamente 364 famílias e indiretamente mais de 500 famílias. O objetivo é a recuperação de áreas degradadas através da implantação de sistemas agroflorestais, formando as “florestas de alimentos”, que são as plantações de apenas árvores frutíferas da floresta e que se adaptam ao clima. Além disso, o RECA está organizando a implantação de uma Escola Família Agrícola, que aplica a pedagogia da alternância, ou seja, voltada para a agricultura e não permite que o aluno se desligue dos estudos por exercer alguma função dentro da lavoura. Trabalham também com a plantação de outras várias espécies frutíferas, espécies oleaginosas da floresta e espécies madeireiras da floresta amazônica. Os produtos comercializados são cupuaçu, açaí, acerola, araçá-boi, pupunheira e sementes certificadas e registradas pelo Ministério da Agricultura. Todos os produtos são vendidos in natura, polpas, sucos, licores, geléias, bombons, doces e cremes.

Área de produção: Porto Velho, Rondônia, Região Norte
Coordenador da Comunidade: Hamilton Condack

  • FRUTOS DA AMAZÔNIA DO TERRITÓRIO SUDESTE PARAENSE

A comunidade envolve diretamente 67 famílias de Parauapebas, e aproximadamente 220 famílias de outros municípios. Os adultos e idosos trabalham no campo cultivando espécies de frutíferas e os jovens e filhos dos produtores trabalham na área de beneficiamento. São desenvolvidos os trabalhos de coleta e plantio, apicultura e psicultura em tanques. Os produtores transformam as frutas típicas como o açaí, cupuaçu, cajá, graviola, acerola, cajú, em doces, polpa de frutas, licores e bombons. A idéia é realizar a comercialização desses produtos através dos sócios das áreas de colonização para que os agricultores fiquem apenas no plantio. Porém, existem pontos de vendas desses produtos e a Casa da Agricultura Familiar, onde são vendidos insumos agrícolas, que também se transformou em um ponto de venda. Todos os funcionários da cooperativa são filhos dos produtores rurais e moram em uma casa de apoio que é mantida pela própria cooperativa.

Área de produção: Parauapebas, Pará, Região Norte
Coordenadora da comunidade: Elizabeth Oliveira

  • LICURI DE DIAMANTINA DO SERTÃO

A palmeira Syagrus coronata é uma planta nativa do sertão da Bahia e seu fruto é conhecido popularmente como licuri. Esta espécie tem uma notória preferência de propagação em regiões secas e áridas da caatinga. De sua amêndoa (coco) são produzidos diversos itens alimentícios, dentre eles a cocada, a paçoca, o óleo, o leite-de-coco, aperitivos doces e salgados. Além de gêneros alimentícios, são produzidos também artesanatos, tais como bijuterias e utensílios domésticos. A comunidade, que compreende 400 famílias (cerca de 2.000 pessoas), na área conhecida como Diamantina do Sertão, uma região semi-árida no Estado da Bahia, produz mel e derivados do licuri, além de vários tipos de fruta, leite, carne, produtos da pesca e queijo.

Área de produção: Capim Grosso, Bahia, Região Nordeste
Coordenadora da comunidade: Josenaide Souza Alves

  • COMUNIDADE QUILOMBOLA DE CATADORES DE MANGABA

No município de Santa Luzia do Itanhi, em Sergipe, a principal economia é a pesca devido a sua localização litorânea. A comunidade é formada por cerca de 300 pessoas, que foram reconhecidos como remanescentes de quilombos pela Fundação Palmares em oito povoados do município, devido aos sete engenhos existentes que tinham como mão-de-obra o trabalho escravo. A mangabeira é uma espécie típica do litoral da Região Nordeste, nos estados da Paraíba, Bahia e Sergipe. A sua produção nacional, em sua maioria, é proveniente do extrativismo, o que faz com que esse tipo de exploração desempenhe um importante papel sócio-econômico e cultural entre as populações tradicionais que sobrevivem como catadores. As mangabeiras existentes são nativas e apresentam fruto tipo baga elipsóide ou esférica, de cor amarela ou esverdeada, polpa branca, mole, um pouco viscosa e fibrosa que recobre 2 a 15 sementes. Em estado de maturação, o fruto é aromático, delicado e tem ótimo sabor. A produção de frutos da mangabeira é estimada em quatro toneladas por ano. Além de ser apreciada in natura, é o carro-chefe em sorvetes e picolés, bem como matéria prima para o preparo de geléias, doces em calda, compotas, licores, vinho, suco e xaropes. A mangaba acelera a cicatrização pós-cirúrgicas, combate infecções, além de ser utilizado o suco leitoso como medicamento caseiro para tratamento de tuberculose e úlcera

Área de produção: Santa Luzia do Itanhi, Sergipe, Região Nordeste
Coordenador da comunidade: Adauto Dantas do Amor Cardoso

  • PEQUI DE JAPONVAR

A COOPERJAP (Cooperativa dos Produtores Rurais e Catadores de Pequi de Japonvar) reúne 210 pessoas, em torno de 100 famílias de pequenos agricultores familiares que trabalham na lavoura com o cultivo de milho, arroz, feijão, mandioca, uandu, fava, cana, coquinho azedo, araticum, jatobá, umbú, côco macúba, fruticultura e na criação de gado, porco, galinha, carneiro e abelhas. Há um trabalho de aproveitamento dos frutos nativos do cerrado para gerar ocupação e renda para os agricultores e promover o desenvolvimento sustentável aliado à conservação do cerrado. O foco da cooperativa está na produção de pequi (são 10 caminhões por dia, equivalente a 4 mil caixas), fruto nativo de cerrado que ocupa cerca de 70% da área do município de Japonvar e outros municípios vizinhos. A comercialização é feita através de um projeto com a CONAB que compra a maior parte da produção para usar na merenda escolar do município, além de ser vendido também em feiras, eventos, restaurantes e na Central do Cerrado, em Brasília. O pequi é a maior fonte de renda do município, além de ser um fruto afrodisíaco e medicinal.

Área de produção: Japonvar, Minas Gerais, Região Sudeste
Cordenador da comunidade: José Antônio Alves dos Santos

  • BANANAS DO VALE MAMPITUBA

A Associação dos Colonos Ecologistas do Vale Mampituba – ACEVAM é formada por 40 famílias, cerca de 170 agricultores familiares que são pioneiros no trabalho com agroecologia e realizam atividades de implantação de sistemas agroflorestais, agroecoturismo e artesanato. Graças ao clima subtropical da região, seu principal produto é a banana que é cultivada organicamente, usando fertilizantes naturais orgânicos e vendida in natura, processada em bolos, na tradicional bananada (‘banana passa’ ou bananas secas), banana passa com chocolate e balas de banana. Tem também uma produção diversificada de alimentos como mel, cenoura, beterraba, alface e o palmito que, também é feita a extração de polpa da juçara e industrialização do palmito em conserva.

Área de produção: Praia Grande, Santa Catarina, Região Sul
Coordenadora da comunidade: Silvana de Fátima Ferrigo

  • COLETORES DE PINHÃO DO TURVO

São mais de 4 mil pessoas envolvidas em um projeto que visa desenvolver a economia local através da coleta de produtos naturais como o pinhão, ervas medicinais para infusões e erva mate, na cidade de Turvo (Paraná). O pinhão é a semente da árvore da espécie Araucaria angustifolia, nativa do Brasil e é um produto de grande importância econômica, ambiental e cultural para os estados meridionais do país. A polpa da castanha, rica em amido pode ser transformada em farinha, usada na confecção de pães, e faz parte da dieta local como alimento básico. Assim como o pinhão cozido e conservado em salmoura e vinagre. Pesquisas históricas e arqueológicas revelaram que o pinhão já era usado pelos povos indígenas da região há milhares de anos.

Área de produção:Turvo, Paraná, Região Sul
Coordenadora da comunidade: Roseli Cordeiro Eurich

  • UVA E VINHO GOETHE

A Associação PROGOETHE é formada por sete vinícolas e aproximadamente 30 famílias produtoras de uva. Estima-se que haja em torno de 70 produtores da uva e do vinho Goethe em toda a região. A comunidade promove a uva Goethe e busca desenvolvimentos na região para a vitivinicultura e turismo eno-gastronômico. O vinho é atualmente reconhecido como de alta qualidade por enófilos e apreciadores de vinhos. No mundo, essa é a única região conhecida e caracterizada como produtora da uva e do vinho Goethe.

Área de produção: Urussanga, Santa Catarina, Região Sul
Coordenador da comunidade: Rogério Ern

  • UVA ISABEL DA SERRA GAÚCHA

A comunidade de produtores e consumidores desta variedade incomum de uva (Vitis labrusca, conhecida como Isabel), no município de Antônio Prado vive na Serra Gaúcha, uma área com uma grande população de imigrantes alemães e italianos. A comunidade compreende 35 agricultores e consumidores que têm especial interesse no uso de técnicas de agricultura ecológica, se preocupam com o meio ambiente e a biodiversidade. O sistema de cultivo é tradicional, com mão de obra familiar, e manejo ecológico. Por ser de multiuso e rústica, a variedade tem boa aceitação na agroecologia, enquanto que nos sistemas convencionais de produção vem sendo substituída por variedades modernas. A comunidade também organiza iniciativas de capacitação, durante as quais se discutem técnicas agrícolas tradicionais adequadas, bem como cursos de culinária. Durante reuniões e festivais, a comunidade também prepara pratos típicos com milho, tomates, feijão, morangos. As uvas Isabel são usadas para fazer suco de fruta, vinho, bolos e vinagre. A Serra Gaúcha é responsável atualmente por 40% dos vinhedos de uva Isabel ainda cultivados no mundo

Área de produção: Antônio Prado, Serra Gaúcha, Rio Grande do Sul, Região Sul
Coordenador da comunidade: César Augusto Volpato

1 Comentário

  • 1. fernanda  |  4.11.08 às 3:39

    gostei muito ,muito interresante achei tudo o que eu preciso nesse site obrigdo!!!!

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